PPGG PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: RITA DE KASSIA PINHEIRO FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RITA DE KASSIA PINHEIRO FERREIRA
DATA : 07/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: PPGG sala virtual
TÍTULO:

MINERAÇÃO E QUESTÃO AGRÁRIA: um olhar dos Conflitos e resistência no acampamento Oziel Alves Pereira em Canaã dos Carajás


PALAVRAS-CHAVES:

Mineração, Questão Agrária, Território, Resistência, Conflitos, Sudeste Paraense.


PÁGINAS: 143
RESUMO:

Trata-se de analisar a relação mineração e questão agrária a partir dos conflitos e das resistência no Sudeste Paraense. Essa análise se aprofunda com base na expansão territorial da mineradora Vale S.A e nas experiências dos acampamentos de resistência Oziel Alvez Pereira, em Canaã dos Carajás e no Terra e Liberdade, em Parauapebas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST). A proposta consiste em compreender os efeitos da territorialização da mineração e seus impactos na questão agrária na Região de Carajás, tendo como pano de fundo os processos de mercantilização da terra, a reconfiguração fundiária e os embates pelo direito à terra e ao território. Para tanto, busca-se compreender os principais fatores que impulsionam a territorialização promovida pela Vale, incluindo a ação direta ou indireta do Estado e as políticas institucionais envolvidas nesse processo. Desse modo, a análise também considera o papel das empresas terceirizadas, dos incentivos fiscais, e das estratégias de marketing corporativo utilizados pela mineradora para legitimar sua presença e naturalizar seus impactos nos territórios. Do ponto de vista metodológico, adota-se uma abordagem predominantemente qualitativa, fundamentadas pelas referências bibliográficas e no trabalho de campo com os principais sujeitos sociais dessa análise. Além disso, a pesquisa compreendeu as formas de resistência construídas pelos movimentos socias diante da expansão da mineradora Vale na região. Essas resistências se manifestam por meio das ocupações de terra, mobilização coletivas, ações jurídicas, denúncias públicas e articulações em âmbito local, regional e nacional. Assim, a pesquisa demostra que a luta pela terra no Sudeste se configura-se como parte de uma disputa mais ampla por direitos territoriais, reconhecimento social e protagonismo político frente aos modelos hegemônicos de desenvolvimento do capital imposto pelas grandes corporações e respaldadas pelas políticas estatais.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 54191681 - FABIANO DE OLIVEIRA BRINGEL
Interno - 5508193 - CATIA OLIVEIRA MACEDO
Externo à Instituição - LUCAS ZENHA ANTONINO - UFBA
Notícia cadastrada em: 10/02/2026 07:26
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