APRENDENDO QUÍMICA ORGÂNICA COM A AMAZÔNIA: UMA PROPOSTA DE ENSINO COM ÊNFASE NA HISTÓRIA DA QUÍMICA A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DE CLARA MARTINS PANDOLFO
Ensino de Química Orgânica. História da Ciência. Amazônia. Rotação por Estação. Clara Martins Pandolfo.
O Ensino de Química Orgânica na educação básica enfrenta desafios relacionados à aprendizagem de conceitos abstratos, ao desinteresse discente e à predominância de práticas pedagógicas descontextualizadas. Nesse cenário, torna-se necessária a adoção de estratégias educativas que promovam a aprendizagem Química e estabeleçam relações entre os conhecimentos científicos e a realidade sociocultural dos estudantes. Esta pesquisa teve como objetivo investigar as contribuições da metodologia ativa Rotação por Estação, articulada aos aspectos socio-históricos da trajetória da cientista Clara Martins Pandolfo, para o ensino de Química Orgânica em uma escola pública estadual de Belém, Pará. A pesquisa caracterizou-se como qualitativa, do tipo estudo de caso com intervenção pedagógica, sendo realizada com 21 estudantes da 3a série do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Brigadeiro Fontenelle. A proposta pedagógica integrou conteúdos de Química Orgânica à história da Química no Pará ao estudo de recursos naturais amazônicos. Os dados foram analisados com o auxílio do software IRaMuTeQ, utilizando-se a análise de similitude para identificação das relações semânticas presentes nos discursos dos participantes. Os resultados evidenciaram três categorias centrais: Aprendizagem dinâmica e atrativa, Ciência e Amazônia e Representatividade científica na Amazônia. Observou-se que a metodologia favoreceu o engajamento dos estudantes, ampliou a compreensão dos conceitos de Química Orgânica e fortaleceu a articulação entre conhecimento científico, realidade regional e valorização da produção científica amazônica. Destacou-se ainda o reconhecimento da relevância da cientista Clara Martins Pandolfo para a construção do conhecimento químico regional e a importância da contextualização de conteúdos por meio de elementos da biodiversidade amazônica. Conclui-se que a metodologia Rotação por Estação, associada à abordagem histórico-social amazônica, constitui uma estratégia pedagógica eficaz para promover a aprendizagem significativa, o protagonismo estudantil e a formação crítica dos estudantes, contribuindo para um ensino de Química mais contextualizado, inclusivo e conectado às especificidades da Amazônia.